| Data | Título | Veículo | Seção | Assunto | UF |
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| 2007/01/09 | Flagrantes em família | Correio Braziliense | Caderno C | Paralamas | DF |
Flagrantes em família
Livro de fotos dos Paralamas do Sucesso registra, em 240 páginas, mais que a trajetória de uma banda de rock, momentos históricos de um grupo de amigos Teresa Albuquerque Da equipe do Correio
Fotógrafo oficial dos Paralamas, Valladares acompanha Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone desde o início. Foi ele quem tocou pela primeira vez no rádio uma música do trio. Era setembro de 1982 e a Fluminense FM, a "Maldita" (como ficou conhecida) estava começando. Maurício apresentava o programa Rock alive, fazia concursos com os ouvintes. Hermano Vianna, irmão de Herbert, ligava e acertava tudo. No dia em que foi buscar o Combat rock, LP do Clash que havia faturado como prêmio, comentou com o radialista sobre a banda do irmão. Logo depois, mandou a fita demo. Vital e sua moto entrou no Rock alive, e o resto da história todo mundo conhece. Com prefácio do jornalista Arthur Dapieve, o livro registra momentos marcantes do grupo entre 1982 e 2006. A primeira foto oficial foi tirada dentro do elevador do prédio do "retratista", com os três vestindo macacões de aviador, para uma reportagem da revista Pipoca Moderna. Daí em diante, há uma sucessão de fotos espontâneas, brincalhonas, clicadas no Rio, São Paulo, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Sul, Argentina, Chile, Inglaterra, França, Uruguai, Estados Unidos e Suíça. Bi, Herbert, Barone e o "quarto paralama", José Fortes, empresário deles desde o começo, comentam algumas imagens. As mais recentes, de 2006, são da noite em que os três tocaram na festa Ronca Ronca, comandada por Maurício Valladares (sim, além de radialista e fotógrafo, ele é DJ) no Teatro Odisséia, na Lapa carioca. Também há registros da volta do grupo, depois do acidente de ultraleve que Herbert sofreu, em fevereiro de 2001, e uma cena comovente de Barone no hospital, ao lado da cama do amigo. Irmandade Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Tom Zé, Gilberto Gil, Arnaldo Baptista, Evandro Mesquita, Jorge Ben Jor e Roger Moreira são alguns dos amigos que aparecem aqui e ali, entre as 240 páginas. Também estão lá os técnicos e os bravos músicos que os acompanham na "irmandade", como diz Herbert os Paralamas, afinal, há muito deixaram de ser um trio para virar um octeto. O próprio Maurício Valladares dá as caras em algumas imagens. Numa delas, aparece tocando baixo (sim, ele também é baixista; assumia o instrumento quando Bi queria cantar O melô do marinheiro com Barone, na frente do palco). Em outra, é o cara atrás da camisa do Vasco (pois é, ele também é vascaíno), enquanto a platéia do Canecão gritava "Mengô". Engraçado também é acompanhar Bi Ribeiro da primeira à última página. Preste atenção nos cabelos do baixista. Barba e bigode idem. Ele teve de todos os tipos e tamanhos. Numa hora, estava barbudíssimo feito Urtigão, personagem dos quadrinhos; noutra, com a cara limpa de garoto de Beverly Hills (como já disse Caetano Veloso); ou de bigode, correndo nu pelo corredor do hotel. O fotógrafo explica: era a tradicional prova dos 100 metros livres (de roupa). Detalhe: numa dessas brincadeiras, Bi, peladão no corredor, deu de cara com Paula Toller, então namorada de Herbert. Antes de incluir o flagrante no livro, Maurício perguntou se não havia problema. Nem aí, Bi ainda saiu com a piadinha: "A propaganda é a alma do negócio". Figuraça. ![]() OS PARALAMAS DO SUCESSO Livro de fotografia de Maurício Valladares. Lançamento: Editora Senac Rio/ Jaboticaba. 240 páginas. R$ 89,90 |
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